5 de outubro de 2011

Lavanderia.

Postado por Thais Natallia às 20:57


  •  Ele entra na lavanderia e vai até a máquina de café. Ela procura alguma coisa, meio eufórica.
  • Ela: Droga.
  •  Ele ignora.
  • Ela: Arg...
  • Ele: Quer...ajuda?
  • Ela: Não, deixa.
  • Ele: Pode falar.
  • Ela: Deixa.
  • Ele: Dia díficil?
  • Ela: É.
  • Ele: Quer mudar isso?
  • Ela: O que? Acha mesmo que sou mulher disso? Tsc. -- Se virou.
  • Ele: Nem eu sou homem disso.
  • Ela: Não é homem.
  • Ele: Só ia te pedir pra tentar sorrir.
  • Ela: Ah.
  • Ele: E agora, posso ajudar?
  • Ela: Não.
  • Ele: O que falta?
  • Ela: Trocados...
  • Ele: Toma. Poem na máquina.
  •  Ela fica meio sem jeito.
  • Ela: Ahn...Obrigada, tá?
  • Ele: Tudo bem.
  • Ela: Vem sempre aqui? -- diz enquanto poem a moeda.
  • Ele: Só quando quero tomar umas patadas e um café.
  •  Ela sorriu.
  • Ela: Como eu te pago?
  • Ele: O que?
  • Ela: Os trocados.
  • Ele: Já pagou.
  • Ela: Não, olha, para com isso.
  • Ele: Tá pago. Você acabou de sorrir pra mim.
  •  Silêncio.
  • Ele: Preciso ir. A gente se vê.
  •  Ela fica sem entender, chega no balcão e poem as roupas em cima.
  • Balconista: O homem pediu pra lhe entregar isso.
  • Ela: Um bilhete?
  • Balconista: É o que parece.
  • Bilhete: Algumas coisas, nem uns trocados pagam. Ainda te devo, certo? Digo, em números. Fica com meu telefone. Pede pro Freddie (o balconista).
  • Ela: Qual o telefone?
  • Balconista: Ele pediu um sorriso em troca.
  • Ela: Eu não vou sorrir, não sou retardada.
  • Balconista: Ele disse que só passaria por um sorriso. Assim ficaria te devendo o suficiente pra saírem juntos.

Respostas curtas machucam.

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