- Ele entra na lavanderia e vai até a máquina de café. Ela procura alguma coisa, meio eufórica.
- Ela: Droga.
- Ele ignora.
- Ela: Arg...
- Ele: Quer...ajuda?
- Ela: Não, deixa.
- Ele: Pode falar.
- Ela: Deixa.
- Ele: Dia díficil?
- Ela: É.
- Ele: Quer mudar isso?
- Ela: O que? Acha mesmo que sou mulher disso? Tsc. -- Se virou.
- Ele: Nem eu sou homem disso.
- Ela: Não é homem.
- Ele: Só ia te pedir pra tentar sorrir.
- Ela: Ah.
- Ele: E agora, posso ajudar?
- Ela: Não.
- Ele: O que falta?
- Ela: Trocados...
- Ele: Toma. Poem na máquina.
- Ela fica meio sem jeito.
- Ela: Ahn...Obrigada, tá?
- Ele: Tudo bem.
- Ela: Vem sempre aqui? -- diz enquanto poem a moeda.
- Ele: Só quando quero tomar umas patadas e um café.
- Ela sorriu.
- Ela: Como eu te pago?
- Ele: O que?
- Ela: Os trocados.
- Ele: Já pagou.
- Ela: Não, olha, para com isso.
- Ele: Tá pago. Você acabou de sorrir pra mim.
- Silêncio.
- Ele: Preciso ir. A gente se vê.
- Ela fica sem entender, chega no balcão e poem as roupas em cima.
- Balconista: O homem pediu pra lhe entregar isso.
- Ela: Um bilhete?
- Balconista: É o que parece.
- Bilhete: Algumas coisas, nem uns trocados pagam. Ainda te devo, certo? Digo, em números. Fica com meu telefone. Pede pro Freddie (o balconista).
- Ela: Qual o telefone?
- Balconista: Ele pediu um sorriso em troca.
- Ela: Eu não vou sorrir, não sou retardada.
- Balconista: Ele disse que só passaria por um sorriso. Assim ficaria te devendo o suficiente pra saírem juntos.
5 de outubro de 2011
Lavanderia.
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